05/11/2012 – 01:57

Aconteceu alguma coisa que eu não sei explicar. Antes as pessoas pareciam semi-pasteurizadas e a rua era repleta de pessoas que pareciam idiotas, mas que poderiam me surpreender de alguma forma. Tenho plena noção do quão arrogante isso soa, mas ei, se tu tá lendo esse blog à essa altura da vida, sabe que há um tema recorrente num blog criado por mim: eu. Enfim, pessoas pasteurizadas. Se num primeiro momento eu achava que era possível encontrar alguém interessante, hoje parece impossível.

De fato, todo mundo que eu conheço e converso parece vir de uma linha de produção secreta da qual eu não estou informado. São todas ocas e com sentimentos muito banais. A brutalidade da rotina e dos padrões pré-estabelecidos parece esmagar o cérebro das pessoas de uma forma tão visível que eu tento não sujar minha camiseta em massa cinza espalhada nas paredes. Eu não sei o que houve com o charme daquelas pessoas que vivam com um tipo de conhecimento muito específico, um conhecimento que te permitia entender onde a vida se transformava numa armadilha massificadora, e conseguia se esquivar disso. As mais versadas conseguiam até mesmo rir disso, era lindo. Era como assistir bailarinas dançando com o máximo de precisão, no topo de seu jogo.

Eu preciso conhecer lugares novos. Não me imaginava dizendo isso há algum tempo atrás. Não me imaginava como o tipo de pessoa que iria querer conhecer as coisas. De alguma forma, eu acho importante explorar o mundo, explorar os sentimentos. Nessa fase da minha vida isso não somente parece importante, como necessário. Eu quero que o mundo me surpreenda. De uma certa forma, quero fazer o que sempre fiz: regozijar na minha arrogância e criatividade, e deixar que a humanidade me impressione com os seus detalhes. Eu desafio o mundo a ser interessante para mim.

2 comentários:

M. disse...

Sinto o mesmo.
Se você encontrar esse lugar perdido por aí, compartilha aqui no blog?

Braga disse...

Tenho certeza de que tu - assim como qualquer um - tá bem mais perto do que eu dessa descoberta.

Mas, sim.